Na contramão de tanta má noticia, alardeadas e exploradas à exaustão pela mídia, que pela sua intensidade nos oprimem diariamente, é oportuno e urgente trazer à memória uma verdadeira boa notícia, na realidade a melhor que a humanidade já recebeu. Veio como um telegrama, mais rápido que um raio:
Data aproximada: 1º dia do ano 1
Remetente: Deus
Portador: um Anjo
Endereço: Belém, Judá
Destinatários: todos nós
A/C : de Pastores (gente humilde que trabalhava no campo)
Mensagem: “eis aqui vos trago boa-nova de grande alegria, que o será para todo o povo: é que hoje vos nasceu, na cidade de Davi, o Salvador, que é Cristo, o Senhor”.
Acompanhamento musical de uma multidão da milícia celestial: “Glória a Deus nas maiores alturas, e Paz na Terra entre os homens, a quem Ele quer bem”.
Comentando o texto que se encontra no Evangelho (Boas Novas) conforme narrado em Lucas 2:8-20, o reformador Lutero chama a atenção para que este é na verdade a essência dos Evangelhos: um presente maravilhoso de Deus. É uma dádiva gloriosa - uma criança, um filho! É uma dádiva pessoal – ele nos foi dado, nos pertence, a todos nós! Nasceu para o nosso bem, e com Ele, tudo que Ele tem, tudo que conquistou na Terra é direito nosso, é nossa herança! Por isso a pregação se chama evangelho, o que significa uma boa notícia, que difunde alegria e consolo.
Por isso o evangelho não é propriamente um código de leis e preceitos que nos exija primariamente atuar, senão um livro de promessas divinas, no qual nos promete, oferece e dá todos seus bens e benefícios em Cristo.
Sabemos também a motivação de Deus ao nos presentear desta forma: “Porque Deus amou o mundo de tal maneira que nos deu o seu Filho unigênito, para que todo o que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna” (João 3:16).
É esta em essência a natureza dos evangelhos, da boa notícia, que é motivo de tão grande alegria.

Mig_Mit disse:
ResponderExcluirExcelente o comentário. Destaco:
1. "...tudo que Ele tem, tudo que conquistou na Terra é direito nosso, é nossa herança!".
Faz lembrar ICo 3:22: "...seja o mundo, seja a vida, seja a morte, sejam as coisas presentes, sejam as futuras, tudo é vosso, e vós, de Cristo, e Cristo, de Deus".
2."...a motivação de Deus ao nos presentear desta forma: “Porque Deus amou o mundo de tal maneira que nos deu o seu Filho unigênito, para que todo o que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna” (João 3:16).
O texto visto na perspectiva do original grego permite perceber algo maravilhoso: a ação de Deus é já concluída e imutável:
"Deus amou..." - de uma vez por todas, não vai deixar de amar nunca.
"...mas tenha a vida eterna" - já passamos a gozar a vida eterna e não há como perdê-la.
Abraço: Miguel Mitre